



Não sei você, mas eu ando sentindo uma puta saudades tuas. Dessas que crescem feito erva daninha e vão se apoderando de cada articulação sua, dessas que parece praga, que nem cachorro consegue conter. Ando, andando mal, aliás. Num rumo desconhecido, entrelinhas mal desenhadas que, às vezes, são tão estreitas que não passo, nem por arrastar-me. Às vezes acho que tem algumas aspas me prendendo e não vou à lugar algum. É mais por desejo esse estar preso em alguém, talvez você, ou não… Eu só queria que soubesses o quanto eu sinto a tua falta, saudades, qualquer coisa. Não, não qualquer coisa — você.
Guilherme Hotto.
(Guilherme Hotto)